Mostrando postagens com marcador São João. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São João. Mostrar todas as postagens

Festa junina e o perigo dos fogos de artifício

0 comentários


Depois do carnaval os festejos juninos é a festa que  leva milhares de pessoas aos arraiais, palhoças e festas nas cidades, embalados pelo bom forró pé de serra, que deixa a festa mais abrilhantada,  contagiando a todos que curte e vive um momento de integração e lembranças do passado na “roça”.

Com muita alegria, danças, quadrilhas e as inúmeras comidas típicas  do são João, a festividade que hoje é fortemente comemorada no nordeste também trás situações de perigo e índices preocupantes no quesito; brincar com segurança. Estou falando dos fogos de artifícios que é um detalhe ativo dos festejos joanesco.

É deste detalhe que quero lembrar, as opções são diversas, serpente, rojão, traque de massa, chuvinhas, bombas, bombinhas e os vários tipos de fogos que a cada ano surge como novidade e atrativo para os pais comprarem e garantir a alegria da criançada. Mais é preciso observar e ter o máximo de cuidado para evitar acidentes e não acabar com a festa mais cedo.

A brincadeira além de perigosa causa queimaduras, amputações, lesões na visão e até a morte. Todos os anos o corpo de bombeiro orienta a população para os riscos dos fogos de origem caseira. E ficar atento na hora de soltar os mesmos, o ideal é que o material fique ao menos 60 cm da mão e afastado do rosto. É necessário evitar a proximidade com fios elétricos, casas e carros e nunca apontar para locais em que as pessoas estejam circulando,

Para os pais que compram estes produtos, é preciso tomar alguns cuidados preventivos. Observar se o produto comprado é indicado para a idade de seu filho, prestar bem atenção no tipo de material, pois pode machucar se o uso for feito de forma incorreta.

Outro fator importante é a procedência da origem destes fogos, existem muitos produtos que são fabricados no “fundo do quintal”, ou seja, a pessoa ou grupo fabrica na própria casa e depois vende. É muito importante comprar produtos em loja especializada e com procedência, isso, com certeza, trará uma margem maior de segurança. É importante lembrar que fogos de artifícios não combinam com bebida alcoólica.  

Depois de levar em consideração e à arisca, todas as formas de precaução, não tenho dúvidas de qual seja lá o seu destino ou arraia que se vá, a festa ta garantida! Com segurança e preservando assim, os itens, mais importante do período junino, a alegria, descontração e a total integração das pessoas em comemorar o dia de São João.

Em caso de acidentes, utilize  os procedimentos que devem ser realizados, aplicar água gelada por 30 minutos sobre as lesões. Desta forma aliviará a dor e diminui a intensidade da destruição da pele pelo calor. Nunca subestimar as queimaduras e procurar uma assistência médica logo que possível.

Mais claro que você não vai bobear e deixar que uma bomba ou outro fogo de artifício qualquer estrague a sua festa vai? Brincar com segurança é uma garantia de que fogo mesmo só na fogueira.

Tenha uma ótima noite de São João e nunca esqueça soltar BALÕES é crime e pode matar.

Veja mais:

E como não pode faltar em dias de São João, deixo aqui um vídeo do antológico rei do baião, Luiz Gonzaga. Curta o vídeo e caia na dança!

Do pé de serra de ontem ao forró de plástico do hoje

2 comentários

Quando pequenino lembro-me dos festejos juninos num lugarejo chamado Palmeira – interior da Bahia, Cidade de Rio Real – lugar pacato, gente trabalhadora em sua grande maioria agricultores. Sem energia elétrica, com água de cacimba e banho de cuia, um lugar inesquecível, quando ia para lá, dizia que estava indo “pra roça”. Terra de minha genitora, cantinho de minha avó, lugar, onde adorava passar férias.

Lá o são João era animado, a criançada solta nas ruelas escuras - ainda sinto aquele cheiro de bosta de cavalo espalhada na estrada – vestidos de chita e roupas com retalhos de panos coloridos, fogueiras, fogos, quadrilhas juninas e o místico casamento matuto era gostoso sentir aquele som brando que entoava Luiz Gonzaga e misturado aos gritos e falatórios da gente daquele lugar recheados de alegria e muita integração, a cada música, a cada forró, uma história e assim em cada casa um cantinho de São João uma explosão de alegria, uma família em festa.  

Enquanto os adultos ralavam o bucho e tomavam quentão, vinho e pinga para a molecada eram oferecidas as iguarias de uma festa junina; milho assado, cozido, pamonha, bolo de milho e claro que não podia faltar à velha galinha caipira feita com tempero especial e de sabor indiscutível.

Lá para as tantas, próximo da hora de gente pequena dormir já se via namoricos e burburinhos em meio aos cheios da marvada. O clima era de total descontração e felicidade a festa entrava pela madruga e como dizia os mais velhos “e o forró cumia no centro”. No dia seguinte, com a fogueira queimando a fogo baixo ainda era possível encontrar os perdidos da festa, aqueles que não conseguiram encontrar a sua noiva ou dançaram com a pinga a noite toda. Mais o saldo era positivo. Muita ressaca, namoros de são João e muita resenha, sem dizer que o forró,  xote, baião e cantigas de roda continuavam ainda embalando a festa como se  estivesse mesmo que de forma tímida começando naquele instante. Ainda era São João.

Sinto falta do velho trio: sanfona, zabumba e triângulo. Do forró pé-de-serra das músicas que fala histórias de gente simples, lugares poéticos e seus costumes. Bem diferente do ontem, o festejo junino vem perdendo sua característica original, pouquíssimos forrozeiros e sem nenhum protagonismo cultural, a festa, virou palanque eleitoreiro e o forró de hoje é de “plástico” – como disse o Cantor e Secretário Estadual de Cultura da Paraíba, Chico César.

 Este “forró de plástico” cantado hoje é o retrocesso de um povo e não representa a essência de nossa cultura. O arrasta pé de ontem foi trocado, por mulheres seminuas com coreografias acrobáticas que não quer dizer nada para nós, que só incentiva a nossa juventude a beber, usar droga e a buscar sexo sem o mínimo de segurança.

As musicas são sempre as mesmas, as letras não tem sentido algum e quase sempre incentivando os excessos e como de costume, no final a violência é sempre uma presença marcante. Resgatar nossos valores regionais com a prática do simples, com a participação de todos e ensinarmos para nossos filhos que nem sempre precisamos “abrir a mala e soltar o som” nem tão pouco ser “raparigueiros” ou o " rei da putaria”.

Precisamos sim, consumir e valorizar os artistas da terra e fortalecer ainda mais nossa cultura regional!


Veja também:


Webartigos

Free Website templatesFree Flash TemplatesRiad In FezFree joomla templatesSEO Web Design AgencyMusic Videos OnlineFree Wordpress Themes Templatesfreethemes4all.comFree Blog TemplatesLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesSoccer Videos OnlineFree Wordpress ThemesFree Web Templates