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Ainda existe Militante a "moda antiga" no PT

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Quando li  esta matéria, fiquei surpreso! ainda existe militante a "moda antiga" no PT.

Matéria publicada no Jornal o Imparcial (VEJA AQUI)

Gegê se reúne com sindicalistas


O militante social e sindical Luiz Gonzaga da Silva, conhecido como Gegê, irmão do compositor Chico César, esteve na manhã de ontem em Presidente Prudente para participar da posse da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Artefatos e de Curtimento de Couros e Peles do Oeste e Sudoeste de São Paulo.
O ex-líder do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da capital paulista, também fez parte da fundação do Sindicato dos Coureiros de Prudente e, a convite do atual presidente Vicente Lopes da Silva, discursou na cerimônia.
 

Gegê tem vasto histórico de militância social e sindical. Ele foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT e de movimentos de moradia. O líder participou ainda das organizações: Unificação das Lutas de Cortiço (ULC), do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da União dos Movimentos de Moradia do Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Central de Movimentos Populares (CMP).
Em entrevista a O Imparcial,  falou da transição entre o movimento sindical e popular. “Fiz parte de diversos movimentos sindicais, até que deu um estalo e fui pro movimento militante popular. Acredito que o País vive um momento impar por conta das questões de luta, não basta apenas eleger um presidente, não podemos deixar de lutar”.
Gegê ressalta crer nas lutas de classe, e diz se opor à burguesia.
“Muitos companheiros acreditam no eleitoralismo, eu creio que seja ao contrário, que seja uma luta de classe, que se opõe à burguesia em busca do desenvolvimento”.
http://oimparcial.uol.com.br/image/decorate/transparente.gif
Fonte: DÉBORA ANDREATTO-DA REDAÇÃO

A respeito da “PASSEATA DOS CARAS PINTADAS”

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Foi top nas redes sociais e correios eletrônicos em todo Estado o chamado para a passeata. Com um tom mobilizador e apelativo ela têm como alvo principal, o pedido de impeachment do governador Teotônio Vilela Filho.


Esta semana, como um vírus digital, um e-mail chamado de "PASSEATA DOS CARAS PINTADAS", foi o assunto comentado em toda Alagoas. Sem ter nenhuma assinatura, responsáveis e nem entidades classistas que tenha assumido o prelúdio documento para a tal mobilização, até o momento o texto que roda na internet, nos bastidores da política e nas ruas, é desconhecida a sua origem.

O  manifesto trás no seu conteúdo uma verdadeira avalanche de denuncias e posições políticas confusas e contraditórias para alguém que realmente quer mobilizar pessoas para uma manifestação. Obviamente que o direito de protestar é dado a todos perante o regime democrático ao qual fazemos parte, entretanto, é complicado, espalhar de forma anônima um texto, fazendo análise – mesmo que muito vazia – e convocando o povo para tomar conta das ruas e nem se quer dizer ou assumir tal convocação. Anônimo não é ninguém.

Em conversa com um dos representantes do movimento unificado da greve dos servidores estadual e representante da CUT/Alagoas, Lenilda Lima, afirma para o blogdojosival, que não existe nenhuma deliberação ou articulação para tal mobilização e divulgação de documento. Para a sindicalista, a proposta espalhada na internet só atrapalha as negociações dos sindicatos com o governo estadual.

Para o secretário do gabinete Civil, Álvaro Machado, o chamado – obscuro - para o impeachment do governador Téo, “é uma tentativa despolitizada de desestabilizar um governo que foi reeleito pelo povo para seu segundo mandato”. Segundo Machado, ele teria conversado com o presidente da CUT (Isaac Jackson), que afirma que essa manifestação proposta à sociedade não tem nenhum incentivo e/ou participação da Central Única dos trabalhadores. Quem será então?

Consultados também pelo blog, os movimentos de luta pela terra em Alagoas (CPT, MTL, MST e MLST) afirmam não terem tido nenhuma conversa ou convocação para discussão do ato da sexta feira e que não terá a participação de nenhuma das organizações campesinas.

Não coloquei neste Post, o referido manifesto, como não se sabe de fato quem é o comando da manifestação, acho prudente não mostrar aqui, o documento divulgado. Porém, deixo aqui, perguntas que pairam no ar, sobre algumas questões do manifesto, eles afirmam ter “uns brinquedinhos” para serem utilizados e distribuídos entre todos os presentes no ato de impeachment do governador, então, fica abaixo as indagações.

1.      Quem é os “caras pintadas de Alagoas”?
2.      A respeito das 7.652 latinhas de tintas, a serem utilizadas no protesto, quem esta pagando?
3.   Os 5.899 narizes de palhaços e os 8.500 apitos, a serem distribuídos aos manifestantes, quem pagou por eles?
4.  O trio elétrico e os três carros de som confirmados para o ato, quem contratou o serviço?

Não é novidade a crise e o difícil entendimento  dos servidores público estadual e suas demandas com o governador Téo Vilela – a briga é desde o inicio do mandato - a crescente e assustadora onda de violência em todo Estado. Semana passada, assistimos perplexo a perca de controle do comando unificado da greve e os oportunistas de plantão que ocasionaram um verdadeiro quebra-quebra no prédio da Secretaria da Fazenda estadual, bombas sendo jogadas no quartel da Policia Militar e as ameaças feitas a cidadãos comuns que reclamavam do fechamento das principais ruas da Capital. O clima esquentou.

Se a proposta da mobilização retrata as dificuldades enfrentadas pelos diversos setores do governo, porque que os sindicatos e a CUT não foram chamados? É de estranhar uma mobilização que não apareça às lideranças envolvidas, é de uma tamanha irresponsabilidade promover atos que já em seu teor chamativo, traga nas entre linhas um sentimento de raiva capaz de gerar em algum momento situações de violência.

A nossa democracia - como disse anteriormente – nos permite reivindicar direitos, mais, é preciso primeiro, mostrar quem somos de onde viemos e o que queremos. Subjetividade e obscuridade nunca foram pertinentes para a negociação e entendimentos políticos. Nem tão pouco resolverá á toque de caixa, todos os problemas do Estado de Alagoas.

E a greve continua companheiro!(Cena 2)

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É parceir@! E o reajuste dos servidores públicos estaduais das Alagoas, continua sendo uma espinha na garganta do Governador Teotônio Vilela (PSDB). Tá difícil o entendimento entre governo e servidores, a corda estica, a porca torce o rabo, até o governador dar gargalhadas, mais, a greve continua.

O coro foi geral, militares e servidores da educação dão um não para a nova proposta de 7% de reajuste oferecido pelo executivo afirmando que as reivindicações permanecem, a educação avisa paralisação das escolas estaduais durante oito dias.

Na segurança, a situação se agrava, insatisfeitos com o posicionamento do governador, policiais militares vêm enfrentando sua cúpula e seus códigos de éticas, não aceitam o reajuste e cobram do poder executivo medidas urgentes não só para as questões salariais, mais, as melhorias nas condições de trabalho. Entrevistado por uma rádio local na capital alagoana, o presidente da associação dos oficiais da Policia Militar, Wellington Fragoso, critica a entrega simbólica feita pelo governador da chave de uma moto e de um carro, para uso da PM, para o presidente o ato é um absurdo, para ele só faltou “o governador dar de brinde três cavalos, duas bicicletas e quatro cachorros” preferia, a contratação de 2000 policiais para melhorar o efetivo, afirma o oficial sindicalista.

Na Polícia Civil não é diferente, achatados ao limite do trabalho, policias civis negam a proposta e criticam as condições físicas e estruturais oferecidas pelo estado, são delegacias em péssimas condições de trabalho, além do excesso de trabalho e a falta de equiparação salarial entre agentes e delegados, a reclamação é geral.

Infelizmente, a demora nas negociações traz a população um sentimento de preocupação e medo, principalmente para os índices de assaltos e assassinatos que vem acontecendo na capital e no interior, se antes já estava difícil a segurança, agora é que não da para contar com ela, os bandidos estão à solta; ônibus assaltado, taxista morto, supermercados sendo roubados, chacinas, assassinatos e furtos de todos os tipos. É, o bicho ta pegando!

A briga do governador com os servidores públicos estadual virou um novelão clássico – daquelas que o fim nunca chega – ta na hora do governo tomar uma atitude plausível, ao menos, melhorar o diálogo e mostrar por definitivo uma saída que tranqüilize o trabalhador, garantir uma melhoria na qualidade do serviço na segurança e consiga aplicar de forma coesa e eficaz uma segurança pública. Se for pra continuar da forma que é, certamente, o fim desta novela estará cada dia mais distante e o público – o Zé povo – ficará ainda mais de saco cheio e descrente das promessas feitas em palanque eleitoral, bem como, uma novela que já começou chata e pra piorar, nunca chega o fim.

E a greve continua companheiro!

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E a greve dos servidores públicos estaduais, inclusive, as policias militar e civil, continua. Depois de fracassar com seus interlocutores, aliás, o governo escolheu seus representantes para negociar com o comando de greve unificado dos servidores públicos estaduais e demonstraram serem amadores quando a matéria é negociar. Com intransigência e moral acima da realidade acabou que conduzindo o ritmo das conversas para um clima tenso e de acusações, forçando o próprio Governador Téo a retomar as conversas paralelas tentando por fim as greves e o visível desgaste que existe entre o governo do PSDB alagoano e os servidores públicos.

De um lado, os interlocutores do governo não conseguem mostrar argumentos que justifiquem os 5.91% de aumento oferecido pelo governo aos trabalhadores, e tentaram na verdade achincalhar o debate e a negociação, recheadas de posicionamentos autoritários que em sua tônica demonstraram sua inércia diante da triste realidade que se encontra o servidor público de Alagoas.

Do outro lado da praça, encontram-se os trabalhadores civis e militares que tentam a todo forma garantir de algum jeito suas perdas e o reconhecimento de melhorias salariais defasada desde outrora, coordenada por um comando frágil, vem demonstrando uma capacidade de reação e resposta ágil para com as negociações e enfrentamentos principalmente nas tentativas por parte dos representantes do governo que de forma bestal, não negociam, mais, ameaçam, intimidam e utilizam da imprensa para tentar descaracterizar o comando unificado de greve.

A sociedade espera que o governo realmente atenda as reivindicações dos grevistas e possa retomar as atividades por hora paradas ou funcionando a passo de formiga e sem vontade. Principalmente a nossa segurança, diferente do que fala na imprensa o secretário de segurança pública, o coronel Dário Silva, que insiste em afirmar que a greve não atingiu o funcionamento da segurança no estado. Não sei de onde ele está falando, mais, de Alagoas é que não é.

Depois do incidente ocorrido na assembléia legislativa, onde houve um endurecimento das policias civil e militar ao procurarem o espaço legislativo para conversar com alguns parlamentares sobre a situação dos servidores e acabou em uma verdadeira guerra, foi bomba, grades arrancadas e ameaças, o clima se tornou tenso depois que os servidores souberam que os nobres deputados, eles mesmos, deram um aumento de 108% em seus “mixos” salários.

É a inversão de prioridades, enquanto os servidores amargam a possibilidade de garantirem um aumento que não resolverá de fato suas necessidade os deputados ganham mais para trabalharem menos, é a contradição que permanece na lógica da ação dos detentores de mandato, cargos e poder no estado, aqui não tem jeito, ainda é o “coroné” que manda.

O governo refez a proposta de aumento e ofereceu nos últimos dias outra proposta em que aumenta para 7% de acréscimo aos salários dos servidores – mais mantém a posição de pagar fracionado - rejeitados em assembléia geral na Praça Deodoro, os grevistas agora irão discutir cada um em sua categoria para apresentar uma contra proposta na negociação, o que me parece avançar melhor agora, o diálogo começa a surgir e ser visto quando o governador toma a frente – mesmo que de forma paralela – em conversar com as lideranças sindicais. Vamos esperar e ver como será o próximo capitulo desta velha novela brasileira e alagoana.


Dia do trabalhador, não é mais o mesmo

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No século 19, nos Estados Unidos, trabalhadores eram submetidos há uma carga horária de 17 horas de intenso trabalho nas indústrias, sem direito a descanso, férias e com uma remuneração defasada.

Mobilizados por duas organizações sindicais: AFL – Federação americana de Trabalho e a Knights of Labor – Cavaleiros do Trabalho. Em 1º de maio de 1886, na Cidade de Chicago, iniciaram uma greve denunciando a situação caótica e desumana ao qual se encontrava o trabalhador.

A greve paralisou os Estados Unidos, e ficou marcada na história por ter sido um verdadeiro palco de guerra, foram; tiros, bombas e mortes. Este fato marcante ficou conhecido como a Revolta de Haymarket. Em homenagem aos manifestantes mortos na greve, o 1º de maio ficou instituído como o dia do trabalhador ou do trabalho, o dia marcado para a reivindicação de melhorias ao trabalhador, sem distinção de cargo ou área trabalhada sendo ela remunerada ou não.

Em nossa terra tupiniquim, as comemorações começaram no ano de 1895, entretanto, em setembro de 1925 é que tivemos o decreto, instituindo o dia do trabalhador, pelo então presidente Artur Bernardes.

Marcante no Brasil, como um dia de manifestações, passeatas, protesto e crítica às questões sociais e econômicas do país.

Com o enfraquecimento dos sindicatos, o trabalhador é jogado cada vez mais ao sentimento derrotista e sem espírito de luta. Vive ainda suas antigas reivindicações – redução da jornada de trabalho, eliminação do fator previdenciário e a regulamentação do trabalho terceirizado – sem remuneração, trabalhando de forma escrava, sem qualificação e sendo Vítima do desemprego por causa do desenvolvimento tecnológico.

Influenciado pelo trabalhismo de Vargas, onde, não interessava desconstruir o capital, e o trabalho passa a ser visto puro e simplesmente como valor, o dia do trabalhador começa a perder suas características de piquetes e passeatas, e passa a ser comemorado com festas, shows e distribuição de brindes, em dias atuais.

O 1º de maio, não é mais o mesmo! Sem conseguir dar uma resposta ao desemprego, às centrais sindicais, amenizam as perdas trabalhistas com acordos paliativos, mais, recebem doações de empresas privadas e públicas, para colocarem cantores populares nas praças dos grandes centros urbanos, distribuírem brindes – carros e casas – tudo num clima de um verdadeiro carnaval, uma estupenda festança, e ainda chamam de comemoração do dia do trabalhador.

Para uma nação que sofre com a falta de emprego e a negação de melhores condições de trabalho, basta lembrar as revoltas recentes nos canteiros de obras das grandes hidrelétricas a serem construídas na Amazônia (inclusive, destruindo o meio ambiente e comunidades inteiras), acredito não termos o que comemorar.

O dia não é mais do trabalhador, é a festa dos lideres sindicais, com posicionamentos duvidosos e seus discursos xucros, mobilizam os trabalhadores pela sua miséria e mostram para o patrão, que tá tudo certo! Ninguém ta reclamando e o que combinamos, continua de pé.

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