A Reforma Agrária no Brasil Padece Vítima de uma Eminência Governamental
Marcadores: INCRA, MDA, Reforma agrária 0 comentáriosPor Josival Oliveira*
A política secundária aplicada pelo Governo Federal com a Reforma Agrária no Brasil degrada fortemente um setor considerado fundamental para o desenvolvimento econômico e social do País. Com resultados, objetivos e metas não alcançadas, são cada vez maiores as reivindicações dos movimentos sociais de luta pela terra. Alvo de criticas e uma cobrança sistemática pelo aparelhamento que o governo do PT colocou na pasta, os movimentos, todos, trazem em seus discursos, cada vez mais intenso, a problemática da distância entre a realidade posta no meio rural camponês e a ação prática e direta do governo. Para as organizações rurais, a ação do governo não muda o modelo existente e ainda trata a agricultura camponesa como uma coisa pequena. E têm postura vacilante em três instrumentos importantes para uma mudança estratégica e executiva para o campo brasileiro: Índices de Produtividade, Limite da Propriedade da Terra e o Novo Código Florestal.
Se de um lado o agronegócio – que produz para a exportação – tem seus subsídios e estímulos, digo: apoio, estrutura e dinheiro, na agricultura camponesa – que produz para o consumo interno - a situação é um desalento e mesmo as ações tímidas e paliativas à realidade gritante do meio rural brasileiro – aplicadas pelo Governo Federal - a situação é de descontrole, crise e miséria.
Sem uma política estruturante para o desenvolvimento da Reforma Agrária no Brasil, o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) – pasta responsável pela questão – vive intermináveis momentos de crise ocasionada pela disputa de cargo, poder e dinheiro, as indicações políticas para cargos e chefias empurram de forma veloz a questão agrária para o fundo poço.
Não precisa ir muito longe para comprovar esta situação, basta vermos os índices de violência no campo. Quem denuncia, briga pela preservação do meio ambiente é quem sofre e tomba com o “crime rural organizado” ou padece sendo vítima de uma eminência governamental incapaz de impulsionar uma política de mudanças para o quadro atual.
A associação nacional dos servidores do MDA (SINDSEP-DF) já anunciou que no dia 16 de junho, os servidores estarão de braços cruzados. A parada faz parte da jornada de lutas por melhorias nas condições de trabalho e salários.
Recentemente no cargo de Presidente Nacional do INCRA (Servidor da casa), Celso Lacerda, o novo chefe terá um grande desafio pela frente, reestruturar um órgão complexo e questionado, quase que o tempo todo. Enlaçado numa crise estrutural, o INCRA – desestimulado e engessado pela burocracia – figura como a mola mestra da letargia que vive a Reforma Agrária em todo Território Nacional.
A escolha de um Superintendente nacional “prata da casa” para comandar o INCRA, aponta um novo horizonte buscado pelo governo, garantir um perfil técnico para dirigir a instituição, entretanto, este novo rumo que busca o governo é proeminente para o que já é de regra, principalmente em relação às indicações dos Superintendentes nos Estados, pois, os indicados para o cargo surgem da velha política da “fração interna” do Partido dos Trabalhadores.
Em alagoas, a situação não foge a risca, sem uma gestão baseada no planejamento, sua atuação não conseguiu melhorar suas qualidades na execução das demandas da reforma agrária no Estado.
A superintendência do INCRA Alagoas, desde o governo Lula, passou pelo comando no órgão; um agrônomo (Mário Agra), arquiteto (Gino Cesar), professor (Gilberto Coutinho), e o ex-lider secundarista (Estevam Oliveira, atual superintendente interino), e quem será o superintendente agora?
Estamos no sexto mês de 2011 e desde janeiro que os movimentos sociais esperam, a saber, quem realmente irá assumir a pasta no Estado. Diante da demora não dá pra arriscar dizer quem será o novo chefe (a) da Reforma Agrária alagoana, porém, é com muita estranheza a demora e a definição do nome. O que será que está acontecendo? Qual será realmente o motivo de tanta demora?
Esta semana a Presidente Dilma, mostrou para o Brasil o seu novo plano para tirar da miséria mais de 16 milhões de pessoas, é o “Brasil sem Miséria” segundo o governo, as ações do programa irão agir diretamente com as pessoas que se encontram no estado de extrema pobreza. Garantindo renda (aumento no valor da bolsa família), melhoria nos serviços públicos (água energia, saúde e educação) e a inclusão produtiva (assistência técnica, crédito, ensino técnico e o acesso ao mercado privado).
Quase oito milhões de pessoas deste universo de miseráveis existentes no Brasil estão no campo, diante da ousadia que é a proposta de acabar com a miserabilidade no país, é de se achar estranho e questionável, qual será a política há ser utilizado pelo governo para conseguir tal feito. Se durante os oitos anos de governo Lula sua política de reforma agrária e as instituições federais – INCRA e MDA - responsáveis pela execução da Reforma Agrária, falharam e continuam em crise profunda. Como será agora a execução do “Kit miséria” no campo brasileiro?
*Professor, formado em história
Josival Oliveira @blogdojosival às 23:31
Marcha das Vadias
Marcadores: marcha das vadias 2 comentários
Mulheres com pouca roupa fazem a 'Marcha das Vadias' em SP
Manifestação aconteceu na tarde deste sábado (4), na Avenida Paulista.
Objetivo é alertar a sociedade sobre o machismo.
Paulo Toledo PizaDo G1 SP
Com faixas e cartazes, mulheres se concentram para a Marcha das Vadias na Avenida Paulista (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Mulheres com saias curtas, de salto alto e até só de calcinha e sutiã se reuniram na tarde deste sábado (4) na Praça dos Ciclistas, na Avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação inusitada: a Marcha das Vadias. A ideia da brincadeira surgiu após um policial afirmar, durante uma palestra em uma universidade em Toronto, no Canadá, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vadias (ou slut, em inglês) para evitar estupros.
A opinião do policial teve grande repercussão e marchas semelhantes ocorreram em todo o mundo. Uma das idealizadoras da manifestação paulistana, a escritora Solange De-Ré, de 30 anos, afirma que o objetivo é fazer com que a sociedade reflita sobre o machismo. “Em uma mesma família, o menino tem toda a liberdade para se mostrar. A mulher, não. O machismo não vem só dos homens, mas das mulheres também, que julgam as outras mulheres.”
A opinião do policial teve grande repercussão e marchas semelhantes ocorreram em todo o mundo. Uma das idealizadoras da manifestação paulistana, a escritora Solange De-Ré, de 30 anos, afirma que o objetivo é fazer com que a sociedade reflita sobre o machismo. “Em uma mesma família, o menino tem toda a liberdade para se mostrar. A mulher, não. O machismo não vem só dos homens, mas das mulheres também, que julgam as outras mulheres.”
registradas das manifestantes na marcha
(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
A versão paulistana da marcha foi mais recatada do que as equivalentes estrangeiras. “A gente não quer carnaval. A gente quer que as pessoas se vistam normalmente, como elas gostam de se vestir”, disse a publicitária Madô Lopez, de 28 anos, co-responsável pela marcha. O que mais chamou a atenção entre os cerca de 300 participantes foi a grande quantidade de cartazes contra o machismo e a favor do respeito entre os gêneros. Além disso, um grupo de mulheres animava o público usando tambores improvisados em baldes para produzir música.
Apenas uma jovem foi mais ousada e encarou a fria tarde de sábado vestindo apenas calcinha e sutiã. A estudante Emilia Aratanha, de 23 anos, justifica a vestimenta: “Independentemente do que você usa, em primeiro lugar vem o respeito.”
Ela lamenta a violência contra as mulheres –fato que em sua opinião é uma realidade mundial. “Tem mulheres com burca que acabam sendo estupradas. Isso tem que acabar.”
Apenas uma jovem foi mais ousada e encarou a fria tarde de sábado vestindo apenas calcinha e sutiã. A estudante Emilia Aratanha, de 23 anos, justifica a vestimenta: “Independentemente do que você usa, em primeiro lugar vem o respeito.”
Ela lamenta a violência contra as mulheres –fato que em sua opinião é uma realidade mundial. “Tem mulheres com burca que acabam sendo estupradas. Isso tem que acabar.”
Josival Oliveira @blogdojosival às 17:43
Abertura da Copa de 2014 em Salvador
Marcadores: bahia, copa, deputado, esporte, ministério, salvador 2 comentáriosHoje é sexta -feira dia de e-mail e da "cumidinha" fora de casa.
Um ótimo final de semana a todas e todos.
Cuide-se bem!
blogdojosival
Abertura da Copa de 2014 em Salvador
Ministério dos Esportes encaminha pleito ao Comitê da FIFA
Respondendo a Indicação Parlamentar nº 41/11, formulada e protocolada pelo deputado federal Amauri Teixeira(PT/BA) em fevereiro último, o Ministério dos Esportes comunicou à Câmara dos Deputados que, após análise técnica daquele ministério, encaminhou o pedido ao Comitê Organizador Local da Copa FIFA 2014 sugerindo que a Abertura da Copa do Mundo de 2014 seja realizada em Salvador, Bahia.
Amauri Teixeira foi o primeiro parlamentar a fazer uma Indicação Parlamentar para que se estabelecesse logo a cidade-sede para a Abertura dos Jogos de Futebol da Copa 2014.
Em seu argumento, o parlamentar baiano ressaltou que Salvador tem plenas condições de atender as exigências da FIFA para ser a sede da Abertura, “pois uma cidade que organiza um carnaval com as dimensões e a complexidade dos nossos dias, está apta a realizar a festa e o jogo de Abertura da Copa do Mundo da Fifa”.
Lembrou ainda que a Arena Esportiva que está sendo construída atende ao conceito de espaço multiuso que engloba esporte, cultura, gastronomia, e que a Bahia, dentre outras modernizações, está redinamizando o Corredor Estruturante Aeroporto - Acesso Norte, exemplo de um dos projetos de mobilidade urbana e também a qualificação no sistema de hotelaria, todos objetivando atender às exigências da Fifa.
De outra parte, afirmou Amauri, “ainda devemos levar em conta os atributos da terra baiana, que fortalecem sua capacidade de realizar uma rica abertura: as belezas naturais, a alegria e receptividade do povo, o espírito festeiro, a riqueza cultural e o apoio de artistas baianos que realizarão um verdadeiro espetáculo na Abertura”. O Ministério dos Esportes concordou com Amauri.
Josival Oliveira @blogdojosival às 11:03
PRISÃO ILEGAL DE BATTISTI: UMA FARSA JURÍDICA, de Dalmo de Abreu Dallari :: Adriano Nascimento
0 comentáriosJosival Oliveira @blogdojosival às 23:19
Do pé de serra de ontem ao forró de plástico do hoje
Marcadores: cultura, festa junina, forró, nordeste, pé de serra, regional, São João 2 comentáriosQuando pequenino lembro-me dos festejos juninos num lugarejo chamado Palmeira – interior da Bahia, Cidade de Rio Real – lugar pacato, gente trabalhadora em sua grande maioria agricultores. Sem energia elétrica, com água de cacimba e banho de cuia, um lugar inesquecível, quando ia para lá, dizia que estava indo “pra roça”. Terra de minha genitora, cantinho de minha avó, lugar, onde adorava passar férias.
Lá o são João era animado, a criançada solta nas ruelas escuras - ainda sinto aquele cheiro de bosta de cavalo espalhada na estrada – vestidos de chita e roupas com retalhos de panos coloridos, fogueiras, fogos, quadrilhas juninas e o místico casamento matuto era gostoso sentir aquele som brando que entoava Luiz Gonzaga e misturado aos gritos e falatórios da gente daquele lugar recheados de alegria e muita integração, a cada música, a cada forró, uma história e assim em cada casa um cantinho de São João uma explosão de alegria, uma família em festa.
Enquanto os adultos ralavam o bucho e tomavam quentão, vinho e pinga para a molecada eram oferecidas as iguarias de uma festa junina; milho assado, cozido, pamonha, bolo de milho e claro que não podia faltar à velha galinha caipira feita com tempero especial e de sabor indiscutível.
Lá para as tantas, próximo da hora de gente pequena dormir já se via namoricos e burburinhos em meio aos cheios da marvada. O clima era de total descontração e felicidade a festa entrava pela madruga e como dizia os mais velhos “e o forró cumia no centro”. No dia seguinte, com a fogueira queimando a fogo baixo ainda era possível encontrar os perdidos da festa, aqueles que não conseguiram encontrar a sua noiva ou dançaram com a pinga a noite toda. Mais o saldo era positivo. Muita ressaca, namoros de são João e muita resenha, sem dizer que o forró, xote, baião e cantigas de roda continuavam ainda embalando a festa como se estivesse mesmo que de forma tímida começando naquele instante. Ainda era São João.
Sinto falta do velho trio: sanfona, zabumba e triângulo. Do forró pé-de-serra das músicas que fala histórias de gente simples, lugares poéticos e seus costumes. Bem diferente do ontem, o festejo junino vem perdendo sua característica original, pouquíssimos forrozeiros e sem nenhum protagonismo cultural, a festa, virou palanque eleitoreiro e o forró de hoje é de “plástico” – como disse o Cantor e Secretário Estadual de Cultura da Paraíba, Chico César.
Este “forró de plástico” cantado hoje é o retrocesso de um povo e não representa a essência de nossa cultura. O arrasta pé de ontem foi trocado, por mulheres seminuas com coreografias acrobáticas que não quer dizer nada para nós, que só incentiva a nossa juventude a beber, usar droga e a buscar sexo sem o mínimo de segurança.
As musicas são sempre as mesmas, as letras não tem sentido algum e quase sempre incentivando os excessos e como de costume, no final a violência é sempre uma presença marcante. Resgatar nossos valores regionais com a prática do simples, com a participação de todos e ensinarmos para nossos filhos que nem sempre precisamos “abrir a mala e soltar o som” nem tão pouco ser “raparigueiros” ou o " rei da putaria”.
Precisamos sim, consumir e valorizar os artistas da terra e fortalecer ainda mais nossa cultura regional!
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Josival Oliveira @blogdojosival às 08:08
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