O desafio de um gestor

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Administrar nunca foi uma tarefa fácil. Se observarmos o problema da má administração é visível por todo o país nos mais variados municípios. Daí nosso ponto de partida para nosso diálogo.

 Se observarmos bem de perto e vivermos isto como um fato importante como um todo, o município e conseqüentemente nós que moramos nele o que poderemos dizer? De quem será a culpa se o município não consegue ter suas questões básicas – saúde, educação, emprego e moradia – atuando de forma executiva dando a população, certo ar de respiro e tranqüilidade para um momento melhor e maior.

Na verdade o que vemos é um jogo político onde a população é vista sempre ou quase como massa de manobra que precisa ter “algumas” questões resolvidas para acalentar-se com o pouco ou mesmo “a migalha” que muitas vezes são oferecidas aos munícipes com o mero intuito de fazê-lo sentir-se satisfeito com o “seu” ou  do “outro” prefeito.

Mais e o prefeito, qual é mesmo a sua função? É melhor deixar esta pergunta para reflexão. Outra coisa que precisa ser mudada para politizar as questões políticas são nossos cidadãos que ferozmente colocam-se a disposição de disputar, articular e juntar-se para vencer eleições e assumir um cargo letivo, segundo “eles” para trabalharem pelo povo. E isto acontece na prática?

E o povo, sim, nós. O que realmente fazemos para mudar este aspecto negativo que a política faz e aumenta cada dia nossas dificuldades, será que realmente sabemos por que votamos em tal candidato, e se ele ou ela administrar para “mim” que votei nele ou nela, será que isto é correto? E os que não votaram?

São muitos questionamentos e dúvidas que com certeza pairam em nossa cabeça, capaz de nos deixar com uma pulga atrás da orelha. Eu sei de uma coisa: sofremos por administrações desastrosas e irresponsáveis que tratam o erário público como se fosse seu e de sua trupe, precisamos mudar isto fiscalizando, cobrando e nos mobilizando para garantir nossos direitos e o cumprimento das leis e o papel à risca do gestor.

Envolver a população, criar espaços de discussões e interagir diretamente com a mesma é um desafio que todo gestor deve ter, fazer de seu governo uma relação entre “povo e governo” e “governo e povo”, levar em considerações aspectos básicos que todo município precisa. Fim da violência, geração de emprego e uma política de saúde capaz de fazer com que a população possa se sentir acolhido nas horas difíceis, levar a educação como um instrumento que fortaleça as crianças, jovens e adultos.

E por fim, administrar não somente para seu grupo político mais, transformar o poder executivo do município numa ferramenta que possa ser utilizada para todas e todos sem politicagem ou algo semelhante.

MLST realiza Feira da Reforma Agrária

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A partir desta segunda feira (12), a Praça Afrânio Jorge, conhecida como praça da faculdade no bairro do prado em Maceió, começa a ficar colorida. 

É que dará início a mais uma edição das feiras da Reforma Agrária que acontecem durante todo o ano realizada pelos movimentos sociais de luta pela terra em alagoas.

Organizada pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), a Feira da Reforma Agrária acontecerá entre os dias 12 e 16 de dezembro com o tema, “Comercialização solidária com preço justo” trazendo para a capital alagoana os trabalhadores e trabalhadoras  do agreste, sertão, zona da mata  e litoral todos vindos de assentamentos e acampamentos organizado e coordenado pelo movimento.

Sua abertura oficial se dará no dia 13/12 ás 09hs com a presença de convidados, autoridades e representantes de sindicatos e movimentos, parceiros na luta, seguido de um belo café da manha regional.

Além dos tradicionais feirantes comercializando seus produtos orgânicos, livre de agrotóxicos com qualidade alimentar e preço justo, a feira oferecerá toda uma estrutura além das barracas. Com praça de alimentação onde o cliente/visitante poderá degustar de pratos tipicamente regionais, a feira, terá uma intensa programação cultural, onde não só os feirantes mais a quem interessar, poderá participar de palestras, oficinas e as tradicionais noites culturais com dança regional, apresentações de grupos culturais e muita música com artistas da terra e os próprios trabalhadores ligados ao movimento que aproveitam o espaço para também mostrarem seus talentos.

O MLST espera com a feira garantir não só a venda dos produtos, e sim, interagir com a comunidade maceioense, mostrando a produção de alimentos como fruto da luta pela reforma agrária.

O objetivo da feira é ter a atenção da sociedade e mostrar os mesmos agricultores que em alguns momentos ocupam a capital alagoana para suas manifestações, desta vez, chegam à capital com uma feira e o resultado de sua produção. Mostrando sua capacidade produtiva, levando para a população um alimento saudável com preço justo.

Não deixe de participar!

Movimento gota d'água

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Se você acredita numa política alternativa de geração de energia, capaz de gerar energia necessária ao desenvolvimento do país, sem arruinar a vida dos povos ribeirinhos, índios e o nosso ecossistema, assista o vídeo e ao  final acesse o link e vote a petição pedindo a interrupção das obras da construção da Usina de Belo Monte.






MOVIMENTO GOTA D'ÁGUA






O porque do dia 15 de novembro como o dia nacional da Umbanda

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Segue um texto muito pertinente com o mês corrente  extraído de  ”A Umbanda Brasileira”, livro de José Fonseca  publicado em 1978 , depois de passar pelo Jornal ” Gira de Umbanda” em 1976.  É uma carta de esclarecimento  do  C.O.N.D.U.  sobre  a escolha do 15 de Novembro como dia nacional da Umbanda, bem como o seu significado para a religião e o movimento umbandista.

O Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda foi criado em 12 de Setembro de 1971 sendo o primeiro órgão umbandista de caráter nacional, que conseguiu agregar em sua reunião de 1976 , 25 federações de Umbanda de todo o país,  totalizando mais de 40.000 terreiros e tendas  representadas no evento, que teve entre as suas pautas,  a escolha do dia nacional da Umbanda.

É interessante observar no  texto o desconhecimento existente na década de 70 de grande parte do movimento umbandista da história  ocorrida em 1908 – bem como do próprio rito original, cujo estudo e análise ainda hoje é renegado pela grande maioria dos umbandistas –  os motivos da escolha do 15 de novembro pelo próprio Caboclo das  Sete Encruzilhadas para a sua manifestação e a anunciação da nova religião, as considerações feitas sobre o 13 de maio, como sendo a data mais apropriada para representar a Umbanda, o que representa a existência de uma grande associação na época, da origem da Umbanda, o seu surgimento, com as religiões e a cultura afro-brasileira. Posição ainda sustentada por grande parte das vertentes africanistas de Umbanda, que relutam em reconhecer fatos históricos;  a Umbanda como religião puramente brasileira, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade,  Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas como os fundadores e precursores da Umbanda.

Acredito que  é  um texto de certa importância e riqueza para os umbandistas;

Boa leitura!

Por que Milhões de brasileiros escolheram 15 de novembro como dia nacional da UMBANDA



O CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA - C.O.N.D.U. – por intermédio de sua representante no Estado do Amazonas, a Cruzada Federativa Espírita de Umbanda,  tomou conhecimento do comentário da sessão “Umbanda – Quimbanda”  do jornal  “ A Notícia”,  de Manaus,  em 11 do corrente mês,  sob o título “Escolha Justa”,  no qual se lê que  “ a suposta escolha de 15 de novembro para ser considerado o Dia da Umbanda,  sugerida num encontro umbandista, no Rio de Janeiro, vinha decepcionando”… e que  “a data diz respeito à  Proclamação da República,  nada tendo a ver com a Umbanda, o que significa que foi sugerida por profanos,  por quem desejava apenas homenagear um centro”… ”Os umbandistas amazonenses disseram que o 13 de Maio,  data da libertação dos escravos é realmente a mais indicada”.
O C.O.N.D.U. esclarece que:

A data de 15 de Novembro foi proposta pelas entidades federativas do Rio de Janeiro, na I Convenção Anual deste Conselho,  da qual participaram 25 federações,  representando a maioria absoluta dos Estados;  e que não opuseram qualquer objeção à escolha.

Entre as datas sugeridas – 13 de Maio, consagrada aos Pretos Velhos –  e 22 de Novembro – dia de Araribóia –  venceu por unanimidade 15 de Novembro.  Nessa data,  em 1908,  manifestou-se pela primeira vez,  numa sessão da Federação Espírita,  em Niterói,  uma entidade que
declarou trazer a missão de estabelecer um culto,  no qual os espíritos de índios e de escravos poderiam desenvolver seu trabalho espiritual,  organizado no plano astral do Brasil.  Na época,  esses espíritos aproximavam-se das reuniões espíritas,  mas as suas mensagens eram recusadas,  por serem eles considerados atrasados,  tendo em vista a condição de humildade com que se identificavam.

A entidade,  que se apresentou aos videntes como um mentor espiritual,  deu o nome de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.


No dia seguinte,  verdadeira multidão compareceu à residência do médium – um jovem de 17 anos,  Zélio Fernandino de Moraes,  de tradicional família fluminense.  A entidade manifestou-se e determinou as normas do novo culto,  que teria o nome de UMBANDA, declarando fundado o primeiro templo de Umbanda,  cuja prática seria exclusivamente a caridade espiritual,  através de passes, desobsessões e curas de enfermos.

O templo,  que tomou o nome de Tenda Nossa Senhora da Piedade, funciona ainda hoje,  no centro do Rio de Janeiro (Rua D. Gerardo, 51) com uma filial ( Cabana de pai Antônio ) num sítio em Boca do Mato,  Cachoeiras de Macacu,  completando,  em Novembro próximo, 69 anos de atividade.

Prosseguindo a sua missão,  o Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou mais 7 templos,  cujos dirigentes foram escolhidos entre os grupos de médiuns preparados nas sessões doutrinárias que a entidade estabelecera,  às quintas-feiras à noite,  para esclarecimentos sobre a doutrina espírita,  o Evangelho e as normas ritualísticas da Umbanda.  Estas normas determinavam:  médiuns uniformizados de branco, cânticos sem acompanhamento de atabaques nem palmas ritmadas;  preceitos baseados apenas em água,  amaci de ervas,  flores e pemba, atendimento totalmente gratuito,  não sendo admitido estabelecer nem aceitar retribuição financeira de espécie alguma.  Os templos, organizados administrativamente,  mantinham-se pelas contribuições dos associados.

Milhares de templos,  em quase todos os Estados,  descendem desse grupo inicial,  conservando, em sua maioria,  a pureza da doutrina e da ritualística.  Formou-se assim a religião de Umbanda – denominada,  de início,  Lei de Umbanda,  ou Linha Branca de Umbanda – cujos mentores são os Caboclos e os Pretos-Velhos.


Justifica-se,  portanto,  a escolha da data de 15 de Novembro,  por não se prender apenas a uma das falanges principais da Umbanda e sim a ambas:  Caboclos e Pretos Velhos.


A referência feita à Proclamação da República deve-se ao fato de ter sido ela determinante da igualdade religiosa estabelecida pela primeira vez na Constituição da República,  em 1889,  o Estado deixou de ter uma religião oficial,  permitindo assim que todos os credos, inclusive a nossa doutrina,  se difundissem livremente.

(Jornal “Gira de Umbanda” 1976)

Fonte: Registro de Umbanda

Bebida alcoólica e direção, uma mistura que não combina!

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