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Na sexta-feira, 13 tem o IV Festival Alagoano das Palavras Pretas
por Arísia Barros

O IV Festival Alagoano das Palavras Pretas acontece na próxima sexta-feira, 13 tendo como anfitriões o Paulo Poeta apresentador do programa "Alagoas Arte e Cultura" na TV Assembléia e a cubana Thaís Hernandez.
O IV Festival Alagoas das Palavras Pretas acontece no auditório do SESC-POÇO, a partir das 18 horas, e nessa edição traremos a diversidade de poemas negros:desde a poesia afro brasileira a poemas do martiniquês Aimé Césare, uma das principais vozes do Movimento Negritude.

O Movimento Negritude foi um movimento político e literário criado nos anos 30 para combater o colonialismo e racismo francês. O autor do “Diário de um Regresso ao País Natal” dedicou toda a sua vida à poesia e à política, tendo sido presidente da Câmara de Fort-de-France durante 56 anos (1945-2001) e deputado (1945-1993).
O cientista político e também escritor Carlos Moore e o embaixador da República africana de Cabo Verde, Daniel Antonio Pereira trarão suas vozes em leituras de poemas afro-cubanos e africanos.
As Áfricas nas vozes de africanos e cubanos.

Os poemas estarão expostos na entrada do auditório para que você possa escolher o seu e soltar a voz.
O 13 de maio é Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo e meninos e meninas da Escola Municipal Paulo Bandeira cantarão a negritude nordestina nas músicas do grande Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
A gente que reunir, em um clima intimista com leitura e escuta de poemas, gente de talento de alguns cantos do mundo ecoando nos palcos de Alagoas.

Teremos as gentes do município de Viçosa mostrando sua arte.
Gentes de todas as idades, desde as crianças a resistente e persistente gente da 3ª idade, que reinventa a vida a partir da arte.

As muitas gentes de cantos, palavras e outros recantos dessas Alagoas.
A entrada é aberta a qualquer gente que queira ouvir e ler poemas, ainda escondidas na literatura tradicional que geralmente você não encontra em livros.
O IV Festival Alagoano das Palavras Pretas é um programa perfeito para você iniciar o final de semana com o pé direito e ele é feito, especialmente, para você.
E você não vai perder.
Vai?

Serviço: O IV Festival Alagoano das Palavras Pretas
Dia: 13 de maio, 18 horas
Local: Auditório do SESC/POÇO/MACEIÓ/AL
Entrada grátis
Público: Todas as idades
Informações: 8827-3656/9624-7744
e-mail: raizesdeafricas@gmail.com
 


Dia das Mães

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Chamada de mamãe, mãe, mãezinha, mainha, minha preta, meu amor, meu carinho e minha vida. Provida de vários adjetivos, é ela, a mamãe, mulher que enfrenta preconceitos, dificuldades na vida profissional e no dia a dia, corre contra o tempo para garantir suas tarefas, cuidar dos filhos, da casa e até mesmo do papai.

Ela está em todos os lugares, conhecida pelo carinho e seu aguçado sexto sentido, continua sendo, expressão viva de uma forma não explicável de como dar e receber amor.

Concebida com o dom de gerar vidas carrega no seu coração o desejo imbatível de querer sempre o bem, com poder de mudar rumos, é capaz de construir ou reconstruir uma vida, baseando-se, simplesmente, no seu orgulho nobre.

Às vezes é dura em sua fala, comanda como ninguém as situações distintas e corriqueiras de uma família. Com uma carga de trabalho exaustiva – trabalha em casa, na rua, no escritório, nas repartições públicas – algumas nunca foram numa escola ou faculdade, entretanto, se destacam como economista – faz dinheiro render como nunca – com capacidade impar, não deixa a dificuldade  abalar o seu lar nem tão pouco suas crias.

Não dá para esquecer sua importância na educação e no ensino de seus filhos, elas não só ensinam os traquejos da vida e seus bons modos, também, participam das tarefas escolares e se transformam num reforço escolar.

Traduz um choro, percebe um sentimento apenas num olhar e observa mudanças, estando perto ou longe. Arranca sorrisos de uma “cara” fechada e contorna erros com autoridade de rainha. Sua dedicação é direcionada para o bem estar da família. Sofre junto, briga por tod@s, participa intensamente das vidas ao qual é responsável, seu coração não tem tamanho, sua alegria é contagiante.

Ensinar o amor garantir o espírito livre e o sentimento sincero é o desafio de todas as mães, compreender e perdoar continuam sendo suas características principais na forma de ver a vida.

O dia das mães não é somente hoje! Nossa mãe não é estratégia de comércio para vender mais, precisa ser lembrada e homenageada o tempo todo, seu papel ultrapassa os limites do que achamos que é o fim, seu espírito cativo transforma seus filhos, os direcionam sempre aos caminhos do que é firme para a consolidação de uma família feliz.



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Dia do trabalhador, não é mais o mesmo

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No século 19, nos Estados Unidos, trabalhadores eram submetidos há uma carga horária de 17 horas de intenso trabalho nas indústrias, sem direito a descanso, férias e com uma remuneração defasada.

Mobilizados por duas organizações sindicais: AFL – Federação americana de Trabalho e a Knights of Labor – Cavaleiros do Trabalho. Em 1º de maio de 1886, na Cidade de Chicago, iniciaram uma greve denunciando a situação caótica e desumana ao qual se encontrava o trabalhador.

A greve paralisou os Estados Unidos, e ficou marcada na história por ter sido um verdadeiro palco de guerra, foram; tiros, bombas e mortes. Este fato marcante ficou conhecido como a Revolta de Haymarket. Em homenagem aos manifestantes mortos na greve, o 1º de maio ficou instituído como o dia do trabalhador ou do trabalho, o dia marcado para a reivindicação de melhorias ao trabalhador, sem distinção de cargo ou área trabalhada sendo ela remunerada ou não.

Em nossa terra tupiniquim, as comemorações começaram no ano de 1895, entretanto, em setembro de 1925 é que tivemos o decreto, instituindo o dia do trabalhador, pelo então presidente Artur Bernardes.

Marcante no Brasil, como um dia de manifestações, passeatas, protesto e crítica às questões sociais e econômicas do país.

Com o enfraquecimento dos sindicatos, o trabalhador é jogado cada vez mais ao sentimento derrotista e sem espírito de luta. Vive ainda suas antigas reivindicações – redução da jornada de trabalho, eliminação do fator previdenciário e a regulamentação do trabalho terceirizado – sem remuneração, trabalhando de forma escrava, sem qualificação e sendo Vítima do desemprego por causa do desenvolvimento tecnológico.

Influenciado pelo trabalhismo de Vargas, onde, não interessava desconstruir o capital, e o trabalho passa a ser visto puro e simplesmente como valor, o dia do trabalhador começa a perder suas características de piquetes e passeatas, e passa a ser comemorado com festas, shows e distribuição de brindes, em dias atuais.

O 1º de maio, não é mais o mesmo! Sem conseguir dar uma resposta ao desemprego, às centrais sindicais, amenizam as perdas trabalhistas com acordos paliativos, mais, recebem doações de empresas privadas e públicas, para colocarem cantores populares nas praças dos grandes centros urbanos, distribuírem brindes – carros e casas – tudo num clima de um verdadeiro carnaval, uma estupenda festança, e ainda chamam de comemoração do dia do trabalhador.

Para uma nação que sofre com a falta de emprego e a negação de melhores condições de trabalho, basta lembrar as revoltas recentes nos canteiros de obras das grandes hidrelétricas a serem construídas na Amazônia (inclusive, destruindo o meio ambiente e comunidades inteiras), acredito não termos o que comemorar.

O dia não é mais do trabalhador, é a festa dos lideres sindicais, com posicionamentos duvidosos e seus discursos xucros, mobilizam os trabalhadores pela sua miséria e mostram para o patrão, que tá tudo certo! Ninguém ta reclamando e o que combinamos, continua de pé.

Serviço caro, atendimento ruim

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Todos os dias vêem noticias e denuncias sobre as péssimas assistências dos serviços privados oferecidos; energia elétrica, água, telefonia fixa e móvel, TV por assinatura e internet.

É de estarrecer a forma amadora e desrespeitosa ao qual é submetido o contratante do serviço – no caso, nós – sobretudo quando não se reside nas capitais, é um verdadeiro absurdo, o mau serviço oferecido nestes municípios.

Afirmo isto por ser vítima desta situação ao qual relato. Moro numa praia (Paripueira) distante 25 km de Maceió e pago 50 reais mensal para ter acesso à internet, com míseros kbytes – que não chega à casa dos MEGA -  oferecida por um provedor chamado Neoline – se aparecer na sua cidade, esqueça, não queiram os serviços dela - com sede Matriz na Paraíba, a sua prestação de serviço é um verdadeiro desastre.

No município existem dois técnicos responsáveis pela manutenção da rede – balela – desde domingo (25/04) que “minha internet banda larga” não funciona, se passaram cinco dias e nada! É desrespeitosa a forma que a empresa gerencia seus serviços, sobretudo, a relação distante com o cliente.

Com um escritório na capital alagoana, nunca descobrir a sua função na verdade, aqueles jovens, em seu dito trabalho, não conseguem responder ao menos o que realmente acontece quando a fadada internet oferecida não funciona, impossível resolver um problema por lá é uma dificuldade enorme em ao menos conseguir uma desculpa para os esclarecimentos sobre a deficiência no produto ofericido.




Alagoas é o Estado da contradição

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Com 3,2 milhões de habitantes, Alagoas,  segundo menor estado brasileiro. Rico em cultura, povo guerreiro, praias de estontear qualquer um diante de sua beleza, terra do boi e de Graciliano ramos. Amarga os piores índices sociais – assustadores – é o primeiro na lista dos mais violento do País. 

Na educação seus índices são alarmantes, para cada quatro alagoanos, um não sabe ler nem escrever. Na saúde, é caótica a situação, a mortalidade infantil não para de crescer e a cada momento que se caminha o povo fica mais distante do acesso as políticas públicas e são jogados em direção a marginalidade e ao crime.

A letargia administrativa que vive os poderes do estado causa uma enorme frustração e incerteza para a grande massa carente de Alagoas. Os avanços no seio da sociedade são irrisórios diante da real carência que se encontra a grande maioria. Comandado por um sistema político frágil o estado vem recentemente vivendo uma enxurrada de levantes por parte dos servidores públicos, diante da proposta oferecida pelo governador do estado, Teotônio vilela (PSDB), ao anunciar um aumento de 5,91% aos agentes públicos estaduais, sem ser aceita pelas entidades classistas, as greves começaram a pipocar nos principais setores do Governo Estadual.

Se já não bastasse a dificuldade de se restabelecer a política salarial dos servidores, esta semana, os deputados estaduais de Alagoas querem colocar em votação a derrubada do veto dado pelo governador ao aumento de salário dos nobres deputados. Com um duodécimo orçado em R$119,5 milhões a ALE (Assembléia Legislativa do Estado) através do presidente da casa, deputado Fernando Toledo (PSDB), afirma que precisa de mais 8 milhões para garantir o aumento dos deputados, o  “mixo” salário que é de R$ 9.600 aumentará para a “bagatela” de R$ 20 mil reais. Tido como inconstitucional pela procuradoria geral do estado, o aumento também fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O resultado deste filme de terror, como de costume, terminará em caldinho de feijão, claro, e certo, o povo não se deliciará com este caldo. Com projetos e a prestação de contas do estado, dos anos de 2007 a 2009 sem serem apreciados pela casa, certamente será utilizado como instrumento de barganha e negociação, ou seja, a artimanha da política ruim não tem nenhum compromisso real com a situação horrorosa que vive o povo. Não interessa se o estado falta tudo, o que não pode faltar é o “nosso”, a casa de Tavares bastos vive um estado constante de “parada política” com filas de projetos para serem aprovados, agora, se não sair o aumento, não sai é dana! E o povo, mais uma vez, “já era Parceir@”.

Outro dia li um post publicado no blog do Odilon que mostra uma verdadeira farra com o erário público, é dinheiro público! Gastos sem licitação e o que parece, sem o mínimo de critérios e compromisso com o poder público, confiram parte da matéria logo abaixo.

 

1. Até abril, os deputados usaram R$ 40,3 milhões para pagar as próprias despesas, entre elas, a verba de gabinete;
2. Em abril, os deputados contrataram um bufet para as sessões legislativas. Conta de R$ 6.221,00. Dinheiro fracionado, para burlar a Lei de Licitações;
3. Em novas despesas fracionadas, em abril, os parlamentares gastaram R$ 15.876,64 para comprar papel ou artigos de escritório. E até hoje falta papel, nos gabinetes;
4. R$ 10.800 (também em abril) em despesas fracionadas, sem licitação, para o conserto dos computadores, sempre problemáticos (e como quebram por lá);
5. O gasto acima foi com uma única empresa- a mesma contratada para todos os serviços nos computadores legislativos. Para dar ares de um “rodízio” na hora de gastar, contratou, sem licitação, outra empresa. E R$ 6.500,00 em dinheiro público.
6. Em serviços eletrônicos- sabe-se lá onde- R$ 4.835,00. Novidade? Sem licitação e despesas novamente fracionadas. Em abril;
7. Também em abril, R$ 11.499,31 com a polêmica Elógica. Tudo sem licitação e despesas fracionadas;

É estarrecedor – o óleo de peroba – dos nossos parlamentares, o que mostra a mínima responsabilidade com a miserabilidade que se encontra o estado e seu povo, eleger-se com o jargão que trabalhará para o povo, na prática, ficará para outro momento.
Josival oliveira

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